Alta noite, lua quieta,
muros frios, praia rasa.
Andar, andar, que um poeta
não necessita de casa.
Acaba-se a última porta.
O resto é o chão do abandono.
Um poeta, na noite morta,
não necessita de sono.
Andar...Perder o seu passo
na noite, também perdida.
Um poeta, à mercê do espaço,
nem necessita de vida.
Andar... - enquanto consente
Deus que seja a noite andada.
Porque o poeta, indiferente,
anda por andar - somente.
Não necessita de nada.
(Cecília Meirelles)
PS: O pé é mesmo o meu, ainda que temporariamente. Acontecem estas coisas.
2 comentários:
O que te aconteceu ao pé?
É a sério ou foi só para a fotografia que puseste a ligadura?
Bjs Flora
Bem tu é demais! Até pensas que faço uma coisa destas só pró sucesso! Tirei um sinal. Só isso.
Beijos
Enviar um comentário