sábado, 21 de março de 2009

Surreal

Imaginemos que há uma mulher serena e um pouco solitária, porque a vida lhe deu de presente um marido agressivo, violento e vingativo que lhe fez essa mesma vida num inferno, durante muito tempo...
Imaginemos que agora, mesmo depois de estar divorciada, ainda lhe caem na sua morada contas e penhoras de um tempo que teima em não acabar...
Imaginemos que, no seu local de trabalho recebe um telefonema dos agentes da lei, que é suposto protegerem-nos, para se apresentar em casa, pois lhe ia ser feita uma penhora de bens...
Imaginemos que de imediato telefona ao advogado que lhe diz que não assine nada nem abra a porta, até porque a casa onde agora vive é de um familiar...
Imaginemos que ao dizer isto aos agentes da lei e ao recusar-se a abrir a porta, é insultada, agarrada à força, agredida na cabeça e no nariz... e ainda por cima multada porque tinha no carro uma tesoura que foi logo considerada arma branca...

Imaginemos que tudo isto se passou sem testemunhas...
Imaginemos que a história não acaba aqui...

É surreal... Deus nos livre de nos vermos assim tratados...ninguém diga que está bem!
Imaginemos ainda que poderei vir contar cenas de próximos capítulos...

3 comentários:

Ai meu Deus disse...

Como dirão alguns: "dura lex, sed lex. Contas anteriores ao divórcio... é assim que a lei prevê!" (bem... isso de ser agredida, no nariz ou na cabeça, ou onde quer que seja tanto importa... bem...)

Como dirão outros: "isso não é normal. Normal é as mulheres ficarem a ganhar com os divórcios".

Eu diria outras coisas. Mas... para quê?! o que está dito já basta ;-)

Até porque tudo isto é pura suposição -- imaginemos que...

bugsnaEDucação disse...

Puxa! Outro dos muitos absurdos em que vivemos.

Nuno Medon disse...

Por este mundo acontece muito isto! Lamento que tenha acontecido isso á senhora da história verídica. Quanto aos polícias que a agrediram, esses deviam ser expulsos da Polícia!!! Infelizmente acontece muito em Portugal... Conheço um caso de uma pessoa que tinha tudo e teve que recomeçar a vida do zero por causa dos bens... Tudo bem que nunca ninguém bateu na pessoa que conheço, não eram divorciados...mas ele tinha um bom cargo no Mota e Companhia, era director..., mas fora dali tinha mais negócios, umas bombas de gasolina, levava papéis para a mulher assinar relativamente ás empresas dele, empréstimos e mais coisas..... os negócios correram mal, dívidas por causa das empresas, deviam mais de 300 mil euros...isto por causa das assinaturas também... Hoje em dia, as mulheres têm de ser mais espertas, em antes de assinarem qq papel, que questionem os companheiros, maridos... beijos