terça-feira, 7 de julho de 2009

Opinião Pública


E ainda ontem, em conversa com o meu partner, ele me dizia que tinha discutido com todos lá no trabalho, quando se referiram aos professores como “estando todos de férias e sem nada que fazer”.

As provas evidentes que tem cá em casa, fizeram-no ficar alterado com estas injúrias, mas isso é porque todos os dias vê e sente aquilo a que estivemos presos, principalmente e mais intensamente nos dois últimos anos.

Tentou contrapor explicando os TPC que os professores trazem para casa: correcções de trabalhos, preparação de aulas…; as reuniões sem pagamento de horas extraordinárias; a falta de um horário de trabalho... mas até lhe disseram "que em frente a casa deles havia uma escola e não viam ninguém por lá..."

Pois, foi assim que opinião pública se (trans)formou, depois de uma campanha difamatória em torno da nossa classe. Campanha arquitectada pelos governante que teriam sido bem mais inteligentes, se ao invés tivessem apoiado, protegido e estando ao lado de quem lhes ajudaria a elevar o nível sócio-cultural do país.

E sendo este o primeiro erros de vários erros fatais, citando António Barreto, no excelente artigo que se pode ler aqui como diz a “Traviata”, quando Alfredo quer reparar os erros: “É tarde”!

3 comentários:

Anabela Magalhães disse...

Pois, se saltou a tampa ao V. saltou muito bem!
Também já não tenho pachorra para estas conversas!
Dá-lhe um beijinho por mim

Nuno Medon disse...

olá! O seu marido, fez muito bem em defendê-la! Muita gente, pensa que os Professores não fazem nada, mas é a mais pura das mentiras. Na minha opinião, só os maus professores é que não fazem nada, não levam trabalho para casa, não preparam as aulas... mas os bons professores, trabalham e muito!!!! beijos

A propósito das imagens : tem uma linda casa, em Pedra. É por isso que gosto do Norte, de Paredes até ao Marco, onde se vê muita casa em Pedra e não é fácil ter um jardim lindo! beijos e uma boa semana!

Anónimo disse...

Espero que o teu "dear partner" não trabalhe numa daquelas repartições onde esperamos horas para sermos atendidos ou daqueles serviços onde entram para sair depois tomar café, ou...
Chegámos ao fundo!
Quem acredita que os nossos jovens nos podem respeitar, seguir as nossas orientações, conselhos, ... se a sociedade não nos valoriza e não dá valor ao que fazemos! Eu tinha uma vaga ideia que andava a perder tempo. Ninguém acredita que isto cansa mais que as aulas!
É tempo de isto mudar. Mudemos então!